Aqui falaremos de forma informal ou técnica sobre assuntos diversos e dúvidas freqüentes sobre o mundo animal.
SEJAM BEM VINDOS!!!!!!
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As pulgas são insetos hematófagos pequenos, sem asa. Embora existam mais de 2.000 espécies e sub-espécies no mundo, a Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis são as espécies mais comuns em cães e gatos, respectivamente.
Pulgas adultas são, normalmente, de coloração entre o marrom escuro. Na medicina veterinária, as pulgas são comumente encontradas em cães e gatos, entretanto, elas também vivem em uma variedade de outros animais domésticos e pequenos selvagens. Em geral as pulgas são encontradas em espécies diferentes caso o animal de determinada espécie estiver inacessível, além de os deixarem após a obtenção do alimento.
Após se alimentarem do sangue do animal, a fêmea deposita cerca de vinte a cinquenta ovos (por dia) que podem cair no chão, infestando assim o ambiente.
Em fortes infestações, o corpo dos animais pode albergar ovos, larvas e adultos simultaneamente. As larvas alimentam-se de detritos orgânicos, fezes e sangue seco provenientes das pulgas adultas, são freqüentes no pó doméstico e fendas de assoalho.
Estes insetos são parasitas temporários que resistem muito tempo ao jejum. Assim, os proprietários dos animais de estimação, no regresso a casa, após período de férias, por exemplo, são por vezes atacados por pulgas famintas. Nota-se também um intervalo entre a morte do cão e do gato de estimação numa residência e o ataque das pulgas aos seus proprietários.
Em cães alérgicos a picada de pulgas as lesões incluem erupções pruriginosas, pápulas, crostas, eritema, seborréia, alopecia, escoriações, piodermites, hiperpigmentação, ocasionando assim a famosa DAPP(alergia à picadas de pulgas). No início as lesões localizam-se principalmente na região posterior dos animais como: lombosacra dorsocaudal, dorso da inserção da cauda, porção caudomedial da coxa, abdomen e flancos.
Animais alérgicos podem apresentar os sinais da doença mesmo sem o dono encontrar nenhuma pulga no animal, pois as vezes somente a pulga picando o animal e não permanecendo nele já é o necessário para desencadear a alergia.
O Ctenocephalides é o único gênero importante no cão e no gato. Ocorrem Ctenocephalides canis e C. felis, porém o C. felis é bem mais disseminada, e em
muitas regiões é a espécie dominante em cães e em gatos, bem como no homem.
Ambas as espécies podem atuar como hospedeiros intermediários do cestóide comum nestes animais domésticos, o Dipylidium caninum.
Atualmente existem muitas medidas profiláticas para o controle. Lembrando que não adianta somente controlar a infestação nos animais, mas também nas áreas em que ele permanece a maior parte do tempo. E também, nem todos os medicamentos anti-pulgas que utilizamos nos nossos animais são capazes de controlar a DAPP, pois muitos desses medicamentos ,para a pulga morrer e não procriar iniciando assim uma infestação, é necessário que a pulga se alimente do sangue do animal para ser contaminada pelo medicamento e morrer. Para saber qual a melhor maneira de controlar e prevenir a doença CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO!
cachorros (Foto: Divulgação/Secretaria Especial
de Promoção e Defesa dos Animais)
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de São Paulo vai instalar nos próximos dois anos microchips de identificação em 480 mil cães e gatos. A meta é aplicar 20 mil chips por mês. Neles há informações como sexo, idade, histórico de vacinas, dados do proprietário e castração.
Até então, apenas os animais que chegavam ao CCZ recebiam os chips. Segundo a veterinária da instituição Tamara Leite Cortez, o objetivo é manter um controle sobre a população de animais da cidade, estimada em 3 milhões, e evitar a proliferação de doenças como febre maculosa. "Esse controle é importante para verificarmos se nossas ações estão sendo eficazes. Com microchips conseguimos avaliar como estão os animais de determinada região, se a população cresceu, se eles estão doentes", afirma Tamara.
Os primeiros 120 mil chips chegaram em setembro e começaram a ser colocados nos cães e gatos no CCZ neste mês. Agora, para a implantação nos animais fora do centro, a escolha dos locais ainda está sendo definida. "Trabalhamos com o controle de doenças. Se verificarmos que determinada área está com uma doença que precisa ser controlada, vamos lá e aplicamos os equipamentos. Passado um período, voltaremos à região e verificaremos se o problema foi solucionado", explica a veterinária do CCZ.
Segundo Tamara, o microchip também ajuda a prevenir maus-tratos e abandono. "Se um animal é abandonado, o dono pode ser processado por negligência, além de receber uma multa que pode chegar a R$ 500 mil." A identificação de animais roubados - como os 60 yorkshires e malteses levados de um canil em Americanópolis, na Zona Sul de São Paulo, no dia 28 de outubro - também ficaria mais fácil. "Se o animal aparecer em um pet shop e o proprietário verificar o chip, conseguirá saber sua origem e localizar o dono."
Do tamanho de um grão de arroz, o microchip é implantado entre as escápulas (ossos das costas) do animal. O procedimento é simples e indolor. É como se o animal estivesse sendo vacinado. Uma seringa de calibre pequeno introduz o chip sob a pele do animal. Ele dura a vida toda.
Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.
Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores -- coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.
Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.
Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.
"Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).
O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro "A cabeça do cachorro" (BestSeller), faz todo sentido, diz.
As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores -- e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.
"Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho", diz a cientista.
Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.
Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.
Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.
"Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho", diz Horowitz.
Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.
O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.
Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a "diagnosticar" a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.
Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem "cães doutores" -- pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos.
Maioria das deficiências é causada por maus-tratos.
Veja fotos de bichos com necessidades especiais que podem ser adotados.
O gato Bóris ficou paraplégico por causa de maus-tratos; já a vira-lata Sissy teve a tetraplegia dignosticada após ser atropelada (Foto: Laurye Borim/G1)
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Sissy foi atropelada e deixada em frente a uma clínica veterinária de São Paulo quando tinha apenas 2 meses. Por causa do acidente, teve inúmeras fraturas e machucados, mas a consequência mais grave foi a tetraplegia. Quando o final triste se desenhava, no entanto, a vira-lata foi adotada e ganhou um lar, carinho e dedicação.
Os tratamentos foram longos e cansativos. Mas para quem achou que ela não sobreviveria ou teria uma vida entediante por causa das limitações, o que se percebe, sem dúvida, é a sua imensa felicidade de viver.
Ter um animal deficiente em casa requer cuidados especiais. Inúmeros cachorros são abandonados todos os dias nas ruas da capital paulista. Os motivos são muitos: velhice, maus-tratos, hiperatividade, agressividade, deficiências ou até mesmo porque o dono não quer mais o bichinho. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo, cerca de 50 animais, entre gatos e cachorros, são adotados por mês, na maioria filhotes. Se para um cachorro sem qualquer tipo de deficiência já é difícil ser adotado, imagine o tamanho da dificuldade em encontrar um novo lar para um animal com algum problema físico.
E é justamente esse o desafio da ONG Sava (Solidariedade à Vida Animal). Criada em 2006, a ONG, que é a primeira do país a cuidar especialmente de animais deficientes, realiza feiras de adoção de cachorros deficientes todos os meses. A presidente, Arlete Martinez, é protetora dos animais há 20 anos e resolveu criar a ONG ao perceber que esse tipo de animal precisa de uma dedicação especial. “Sou protetora há bastante tempo. A ideia surgiu da vontade de ajudar esses bichinhos, que, na maioria das vezes, passam a vida toda esperando um novo lar.”
Arlete Martinez é a presidente da ONG Sava
(Foto: Laurye Borim/G1)
As deficiências dos animais da ONG vão desde a cegueira até a paraplegia. A maioria fica deficiente após passar por maus-tratos. Os bichinhos são tratados com os recursos que a associação arrecada com suas protetoras e associados. E o custo não é baixo. “Temos cachorros, por exemplo, que passam por cirurgias que custam mais de R$ 1.000 e outros que precisam ficar internados em hospitais para cachorros, onde a diária custa em média R$ 60. Todos esses gastos são pagos por nós”, afirma Arlete.
A veterinária Claudia Vanessa Branco Rodriguez é uma das protetoras da ONG. Além de ajudar em ações do dia a dia, ela atende alguns desses animais sem cobrar nada pelo serviço em sua clínica. “Ajudo em tudo que posso. Inclusive, tenho três gatos deficientes em casa. É claro que eles têm limitações, mas, de maneira geral, não vejo diferença. Eles podem viver tão bem quanto qualquer outro.” Ainda de acordo com Claudia, esses bichinhos 'especiais' podem ser tão felizes quantos os animais sem nenhum tipo de deficiência, ou até mais. “Um cachorro paraplégico, por exemplo, não percebe que o cachorro com quem está brincando se movimenta com as quatro patas. Eles não percebem isso, não encontram obstáculos, vivem da forma que dá. Eles podem ser tão felizes quanto qualquer outro.”
Um dos gatos adotados pela veterinária é Bóris, que foi abandonado quando tinha 2 meses. Ele teve uma fratura na medula, que, segundo a veterinária, provavelmente foi causada por um “pisão” ou um chute. Agredido e muito machucado, ele foi abandonado na rua. Mas logo uma das protetoras da ONG o encontrou. Bóris chegou a passar por cirurgias, mas seu quadro era irreversível. Ele não tem o movimento das duas patas traseiras e se move apenas com as dianteiras. Mas esse “pequeno detalhe” não é um obstáculo para o bichano. “Ele corre, brinca, faz bagunça e quer atenção o dia inteiro. Até subir no arranhador ele sobe, e apenas com as duas patas que se movimentam”, diz a dona.
A pastora belga Pri, antes de perder o movimento
das quatro patas (Foto: Arquivo Pessoal)
História de amor
A jornalista Isabela Campos, de 28 anos, sabe bem como é ter um cachorro deficiente em casa. No caso dela, a pastora belga chamada Pri perdeu o movimento das patas por causa de um problema de saúde.
“Após muitos exames foi diagnosticado que a Pri estava com necrose no fêmur e que em breve ela não iria mais andar. Claro que fiquei muito chateada, pois a Pri sempre foi uma cachorra muito brincalhona e adorava correr. Ela fez sessões de acupuntura e fisioterapia, mas infelizmente após seis meses ela parou de andar. Na época, muitos falaram em sacrificá-la, mas essa hipótese nunca passou pela cabeça de ninguém da família. Foi então que comecei a buscar outras alternativas que melhorassem a condição de vida dela. Para todos aqueles que me sugeriam sacrificá-la eu respondia: ‘Se seu filho parar de andar, você vai sacrificá-lo?’” Eutanásia
A eutanásia, segundo a veterinária Claudia, só é indicada para casos em que o animal tem algum tipo de deficiência muito grave que o impede, por exemplo, de se alimentar. Alguns tipos de vírus ou infecções também podem deixar a saúde do animal muito fraca. Além disso, há doenças graves que não têm tratamento. Nesses casos, a eutanásia pode ser analisada.
Tratamentos e cuidados
Para cada deficiência é indicado um tipo de tratamento. Animais com problemas de movimentação precisam passar por sessões de fisioterapia, além das cirurgias indicadas. Por causa do atrito diário e permanente com o chão, há a possibilidade de que apareçam algumas feridas na pele, conhecidas por escaras. Nesses casos, há necessidade do uso de pomadas e remédios indicados. Animais paraplégicos ou tetraplégicos devem receber cuidados especiais durante todo o dia, pois podem precisar de ajuda na hora da alimentação.
Quando o bichinho é cego, os obstáculos que podem ter em uma casa, como escadas e objetos de decoração, são os grandes vilões.
No entanto, todos esses cuidados e tratamentos especiais que têm de ser oferecidos são recompensados pela felicidade que o bichinho pode proporcionar. “Eles são como filhos e não há como medir esforços para deixá-los felizes. Além disso, os cuidados que você tem de ter com um animal especial não é tão diferente do que de um animal ‘normal’, diz a veterinária.
Como ajudar
A ONG Sava não possui abrigo próprio e todos os animais ficam nas casas das protetoras até conseguirem um lar. Os custos são pagos pelas doações dos associados e também pelas próprias protetoras. Diversas feiras de doação e bingos beneficentes são realizados todos os meses.
A ONG aceita todo tipo de ajuda: rações, medicamentos, vermífugos, xampus, sabonetes para sarna, jornais, casinhas, caminhas, roupinhas, guias e coleiras. Quantias em dinheiro são revertidas em castrações, vacinas e gastos veterinários (consultas, cirurgias, internações, medicamentos e hospedagem). O contato pode ser feito pelo site da ONG.
Reportagem retirada do site: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/09/ong-ajuda-animal-deficiente-achar-novo-lar-em-sp.html
Resolvi escrever este post, pois ontem assisti uma matéria na REDETV (embora eu não goste muito da programação dessa emissora), muito interessante e achei que seria bom escrever sobre o assunto para mais uma vez bater na tecla e tentar colocar na cabeça das pessoas que animal silvestre NÃO é BICHO DE ESTIMAÇÃO.
Deixo claro que sou contra a posse ilegal desses animais!!
Em todo o Mundo, o tráfico ilegal de animais silvestres, aumenta gradativamente. O mercado consumidor são os colecionadores privados, laboratórios de pesquisa, lojas de animais, zoológicos, circos, e até mesmo para “animais de estimação”. Esse tipo de tráfico é o terceiro maior do Mundo, em primeiro lugar temos o tráfico de drogas e em segundo o de armas.
As últimas pesquisas apontam a extinção de milhares de espécies animais nos últimos cem anos. Muitas destas espécies jamais serão conhecidas por gerações futuras. Sabemos que, muitas delas, poderiam revelar ao homem informações importantes sobre o meio ambiente e até mesmo a cura para determinados tipos de doenças.
Cientistas do Plano das Nações Unidas para o Meio Ambiente calculam que existam entre 10 e 100 milhões de espécies de seres vivos no planeta. Hoje, somente 1,4 milhões são conhecidos e 25% estão ameaçados de extinção.
Todo dia, no mundo inteiro, desaparecem inúmeras espécies animais e vegetais devido à destruição de seu habitat. Infelizmente, vários fatores têm contribuído para a destruição de grandes áreas dos ecossistemas mais ricos do país como: a Amazônia, o Pantanal, a Mata Atlântica e o Cerrado. Dentre as atividades que ameaçam estes ecossistemas estão à agricultura e pecuária, a extração de madeira, a mineração e a indústria poluente.
A maioria dos especialistas em desvendar o tráfico animal concorda que A melhor estratégia é conscientizar os compradores e não os vendedores (pois esse tipo de negócio é extremamente lucrativo para eles).
Se a taxa de desmatamento, poluição, o tráfico ilegal de animais silvestres, etc, manter o ritmo atual, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais, provavelmente serão extintas dentro dos próximos 30 anos.
Se o homem não tomar uma providência séria e rápida a respeito da preservação da natureza em breve; dentro de uns 15 anos, aproximadamente, muitas espécies irão se extinguir, acarretando em um desequilíbrio ambiental maior do que já está.
NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES ILEGAIS!!!!!
Para DENUNCIAR ambulantes vendendo animais silvestres, ou para obter outras informações, ligue para a LINHA VERDE 0800 61 8080
A primeira sessão é a mais demorada, podendo chegar a 1 hora.Porém as demais sessões duram um média 20 minutos e geralmente são feitas uma por semana.
Por incrível que parece os animais não precisam ser sedados (o que a maioria das pessoas imaginam), procuramos deixá-los calmos e relaxados durante as sessões. Existem suportes, onde os animais são acomodados, facilitando assim o manejo,deixando-os na posição anatômica normal (“em pé”,com as quatro “patas” apoiadas), e melhor comodidade. Durante as sessões os animais ficam tão relaxados que na maioria das vezes chegam a dormir!
Existem diversas técnicas para a realização da acupuntura, cito algumas abaixo como exemplo:
- Através das agulhas de acupuntura
- Farmacopuntura (A administração de medicamentos, como por exemplo a vitamina B12, nos pontos de acupuntura para se ter um estímulo mais prolongado)
- Moxabustão (Utilizado geralmente nas patologias que pioram com o frio)
- Acupressão (estímulos dos pontos através de movimentos de pressão nos pontos de acupuntura)
- Laser (Estimulação dos pontos de acupuntura com laser)
-Auriculoterapia: colocação de agulhas em locais definidos, uma vez que o ouvido é utilizado para diagnóstico, pois estas áreas representam certos órgãos.
- Eletroacupuntura: colocação de grampos em agulhas espetadas e estimulação elétrica por variação de freqüência e voltagem destas agulhas.
- Guasha: método terapêutico mais antigo da China. É feito na superfície do corpo com auxílio de uma espátula feita de chifre de boi ou búfalo e o “guashayou”. Acompanha o Canal dos Meridianos.
- Implantes de Ouro: tratamento onde se utiliza os implantes de ouro (glóbulos de ouro) em pontos de acupuntura para produzir um estímulo de longa duração.
- Fitoterapia Tradicional Chinesa: tratamento onde são usadas folhas, flores, minerais, frutos, raízes, insetos, cascas de plantas e também parte de animais, como ossos.
Qual a eficácia da acupuntura? A técnica, por sí só, é capaz de tratar o animal ou é utilizada como coadjuvante de tratamentos alopáticos?
A eficácia da acupuntura depende de vários fatores, como qualquer outra terapia. Fatores estes: tipo de patologia, idade do paciente, tempo que começaram os sintomas, tratamentos anteriores, etc. a técnica por si só é capaz de tratar sim, mas pode ser aliada ao tratamento convencional diminuindo o tempo de recuperação do animal. A acupuntura exige somente algumas restrições quanto ao uso de determinados medicamentos (corticóides, por exemplo), que devem ser levados em consideração pelo veterinário do animal e pelo veterinário que irá fazer acupuntura.
O tratamento a base de acupuntura demanda quantas aplicações?
"Esta é a primeira pergunta feita pelo proprietário e a última a ser respondida”. Já atendi animais com patologias e sintomas bem semelhantes e um ficou bom com 5 sessões semanais e o outro com +ou- 15 sessões. Costumo dizer que a média são 10 sessões. O número de sessões varia de caso para caso. Quanto mais antiga a doença, precisaremos um número maior de sessões para alcançarmos a cura. Podemos alcançar resultados em dias, semanas ou até vários meses.
Partes do texto foram retirados do site: http://www.wuxing.com.br Dra. CeciliaTavares
Hoje, a acupuntura veterinária é exercida mais globalmente do que antes e tem recebido, em vários países, a aceitação de algumas áreas da sociedade veterinária. O público que possui animais solicita cada vez mais as terapias como a acupuntura.
A acupuntura é um dos métodos mais antigos da medicina chinesa. O termo acupuntura provém das palavras em latim acus, significando “agulha”, e pungere, significando “perfurar”. É a técnica de perfurar a pele com agulhas finas em locais pré-determinados, chamados de pontos de aupuntura, para prevenir ou tratar doenças. Os
estímulos desses determinados pontos do corpo podem ser feitos através da inserção de agulhas, aplicação de calor, massagens e técnicas de manipulação e eletroestimulação, ultra-som, injeção de substâncias nos pontos e do uso de raio laser Como funciona a Acupuntura?
Meridianos são canis por onde circula a energia vital do organismo. Tecidos e órgãos internos estão conectados à superfície da pele através desses meridianos. Logo, a aplicação de agulhas ou outros estímulos a pontos nestes meridianos gera reações tanto em tecidos adjacentes quanto órgãos a distância.
Um animal saudável apresenta o fluxo de energia liberado nestes meridianos, nutrindo todos os órgãos e tecidos do organismo. Quando há um bloqueio, obstrução, excesso ou deficiência de energia nos meridianos, o corpo fica propenso a problemas físicos, emocionais e de órgãos internos.
Através do correto diagnóstico sob o ponto de vista da Medicina tradicional chinesa, o acupunturista veterinário poderá equilibrar os meridianos afetados, influindo em órgãos internos, tecidos moles, parte emocional, etc. Causando a liberação de endorfina, cortisol, relaxando a musculatura, melhorando o funcionamento tendíneo muscular e orgânico como um todo.
A Medicina chinesa pode ser associada à fitoterapia, acelerando assim, o processo de recuperação do paciente. Os principais benefícios da acupuntura veterinária são:
- Indicada para animais de qualquer idade ou sexo
- Pode ser utilizada em qualquer enfermidade ou localização
- Não causa dor ao animal nem reações adversas
- Não possui contra-indicação Alguns exemplos da principais enfermidades que podem ser tratadas através desta terapia:
- Problemas respiratórios
- Desordens osteomusculares: Artrite; artrose; displasia coxo-femural; displasia escapulo-umeral; alivio da dor; melhora nas patologias degenerativas
- Dermatopatias: Atopia; piodermite superficial e profunda; otite; sarna demodécica; seborréia oleosa
- Patologias gastrointestinais: Gastrite; fecaloma; anorexia; vômitos recorrentes; diarréia; megaesôfago
- Problemas reprodutivos
- Desordens neurológicas: Discopatias; seqüelas de cinomose; paralisia e paresia dos membros anteriores e posteriores; Paralisia do nervo facial; síndrome vestibular; convulsão e epilepsia; incontinência urinária e fecal; miastenia gravis; polirradiculoneurite; encefalites
- Auxiliar na recuperação pós-cirúrgica
- Patologias endócrinas: Hiperadrenocortissismo
- Desordens Urológicas: Insuficiência renal; cálculos; cistites
- Patologias imunomediadas: Anemia hemolítica auto-imune; poliartrite; doença inflamatória intestinal.
A acupuntura veterinária também é utilizada como tratamento auxilar para casos de viroses, coadjuvante de tratamentos convencionais através de medicação.
Video retirado do youtube. O atendimento desse animal foi realizado pela Dra. Carolina Haddad (www.acuvet.com.br)
Há um século, nosso planeta era repleto de áreas verdes, habitadas por inúmeras espécies animais e vegetais, muitas das quais nunca antes tocadas pelo homem. Considerando o valor da biodiversidade brasileira, somam-se hoje, dentro do universo das espécies conhecidas pela ciência, cerca de 530 espécies de mamíferos, 1.800 de aves, 680 de répteis, 800 anfíbios e 3.000 peixes.
O enriquecimento ambiental é importante para evitar o stress ocasionado pelo erro de manejo adequado, muito comum dos animais confinados. Um exemplo clássico de stress é o movimento repetitivo (aquele típico movimento onde o animal troca o apoio do membro sem sair do lugar e o balanço da cabeça de um lado para o outro, como no caso dos elefantes de circo, ou mesmo o modo de andar de um lado para o outro nas jaulas mesmo de parques zoológicos).
Na natureza, os animais, estão em constante busca de alimento, água, território, disputas por parceiro(s) sexual(ais), abrigo, evitando predadores. Com isso, vivem novas experiências com muita freqüência, tendo a oportunidade de aprender com cada escolha que fazem. Em um ambiente artificial, a alimentação é fornecida e os animais não precisam competir, além disso estão protegidos de seus predadores. Muitas vezes o ambiente não possui distrações (são jaulas de cimento e grade ou gaiolas), levando o animal a viver anos em espaço muito reduzido e sem nenhum desafio físico e mental.
Apenas na década de 70 o conceito de enriquecimento ambiental começou a ser difundido e aplicado em zoológicos pelo mundo. Enriquecimento ambiental é a criação de um ambiente mais complexo e interativo, promovendo desafios e novidades que simulam situações que ocorreriam na natureza, oferecendo oportunidade de escolha ao animal mantido em cativeiro. Isto permite a expressão de comportamentos específicos de cada espécie. É importante que se faça uma investigação comportamental, principalmente de espécies pouco conhecidas. Logicamente há uma limitação de espaço e atividades, mas é possível incrementar imensamente o ambiente em que o animal vive com o enriquecimento, tornando-o mais complexo, portanto, menos previsível.
O tipo de alimento e a maneira como ele é oferecido (camuflado inteiro ou congelado), assim como a introdução de vegetação, barreiras visuais, substratos, estruturas para se pendurar ou se balançar (como cordas, troncos ou mangueiras de bombeiro), sons com vocalizações, ervas aromáticas, tocas, piscinas, fezes de outros animais são maneiras de se enriquecer recintos em zoológicos.
É importante estarmos atentos a um fato importante: em pouco tempo os estímulos desaparecem, tornando o ambiente monótono novamente, ou seja, o animal se habitua aos brinquedos, substratos e objetos. É muito importante que se tenha muita criatividade e que se faça uma rotação de todos os itens utilizados para promover o enriquecimento.
Existem cinco tipos de enriquecimento ambiental, que devem ser apropriados. São eles:
1. Enriquecimento físico: relacionado a estrutura física do recinto, ou seja, introdução de aparatos que deixem o ambiente semelhante ao habitat natural de cada espécie. Como exemplos: vegetação, diferentes substratos (como terra, areia, grama, folhas secas), estruturas para se pendurar e balançar (como cordas e/ou troncos).
2. Enriquecimento sensorial: É amplamente utilizado e consiste na estimulação dos cinco sentidos dos animais: visual, auditivo, olfativo, tátil e gustativo. Sons com vocalizações, ervas aromáticas, urina e fezes de outros animais (com acompanhamento periódico, através de exames coproparasitológicos)
3. Enriquecimento cognitivo: Dispositivos mecânicos para os animais manipularem são maneiras de estimular suas capacidades intelectuais. (Esconder alimentos dentro de objetos, proporcionando o famoso “quebra-cabeças”)
4. Enriquecimento social: Consiste na interação intra-específica (entre animais da mesma espécie) ou quando apropriados, inter-específica (entre animais de espécies diferentes) que pode ser criada dentro de um recinto. Os animais têm a oportunidade de interagir com outras espécies que naturalmente conviveriam na natureza ou com indivíduos da mesma espécie.
5. Enriquecimento alimentar: Variações na alimentação também podem ser consideradas um tipo de enriquecimento ambiental em cativeiro. É de extrema importância ressaltar que tais variações devem ser de acordo com os hábitos de cada espécie. Alimentos que não constam na dieta habitual do cativeiro podem ser oferecidos aos animais esporadicamente, como frutas da época, por exemplo. Variações na maneira como estes alimentos são oferecidos (inteiros, escondidos ou congelados), na freqüência (diariamente ou não) e no horário (manhã, tarde ou noite).
Em relação aos nossos animais domésticos (Cães e gatos):
Devemos lembrar que os cães e gatos também possuem necessidades de gasto energético, mental e físico. E muitas vezes, mesmo os animais tendo a presença de pessoas durante a maior parte do tempo em casa, não conseguimos dar a atenção necessária e não conseguimos gastar a energia acumulada dos animais.
Apesar de ambos terem sido submetidos a um forte processo de domesticação, conservam diversos instintos, muitos deles explicados de acordo com suas origens, na matilha selvagem.
Nos deparamos freqüentemente com cães entediados, compulsivos, frustrados e apresentando diversos tipos de comportamentos atípicos são casos muito comuns hoje em dia. A seguir relato alguns exemplos de comportamentos de stress dos animais de companhia; comportamentos esses muito comuns, porém na maioria dos casos os proprietários não conseguem perceber que se trata de stress, como: Dermatite de lambedura (“patas” vermelhas); animais que não conseguem ficar sozinhos; ou mesmo apresentam movimentos repetitivos; destroem o ambiente e objetos; animais extremamente tímidos ou mesmo nervosos, e muitas vezes agressivos; animais que passam muito tempo procurando e perseguindo moscas, pássaros e até sombras; o animal passa praticamente o dia todo dormindo, se comporta de forma apática, não apresentando interesse nas pessoas e no ambiente; animais que passam o dia protegendo de objetos; cães que latem sem parar, sem motivo aparente, geralmente de forma cadenciada e constante; animais extremamente obesos; e em casos mais graves podemos observar a auto-mutilação: geralmente nos coxins (almofadinhas das patas) e cauda;
Assim como nos animais silvestres, nossos animais domésticos também necessitam ser “ocupados” para não sofrerem de stress causando não só prejuízos físicos para eles, como prejuízos emocionais (no caso, não só para eles como para os donos, que muitas vezes não entende o que está acontecendo, não sabe lidar com a situação e acaba dando o animal, que na maioria das vezes gosta muito mas quer se livrar do “problema”)
Hoje em dia podemos encontrar no mercado pet, inúmeros atrativos para aliviar esse stress da rotina do cotidiano desses animais, como, brinquedos e objetos que aguçam a curiosidade deles (brinquedos onde podemos “esconder” guloseimas).
Uma maneira muito importante e econômica que ajuda muito no gasto de energia e distração, são os passeios diários. Porém o passeio não consiste em um enriquecimento ambiental propriamente dito, ele é extremamente importante para a melhora da qualidade de vida dos cães, sendo necessário pelo menos trinta minutos de caminhada. Devemos tomar cuidado com os filhotes, que podem não agüentar esse ritmo e devem estar previamente vacinados e cães de porte pequeno, principalmente os de focinho curto, pois essa forma de focinho dificulta na troca gasosa da respiração.
E você achava que somente nós humanos sofríamos desse mal do século XXI ?!?