segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DAPP (Dermatite alégica a picada de pulgas)


As pulgas são insetos hematófagos pequenos, sem asa. Embora existam mais de 2.000 espécies e sub-espécies no mundo, a Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis são as espécies mais comuns em cães e gatos, respectivamente.
Pulgas adultas são, normalmente, de coloração entre o marrom escuro. Na medicina veterinária, as pulgas são comumente encontradas em cães e gatos, entretanto, elas também vivem em uma variedade de outros animais domésticos e pequenos selvagens. Em geral as pulgas são encontradas em espécies diferentes caso o animal de determinada espécie estiver inacessível, além de os deixarem após a obtenção do alimento.
Após se alimentarem do sangue do animal, a fêmea deposita cerca de vinte a cinquenta ovos (por dia) que podem cair no chão, infestando assim o ambiente.
Em fortes infestações, o corpo dos animais pode albergar ovos, larvas e adultos simultaneamente. As larvas alimentam-se de detritos orgânicos, fezes e sangue seco provenientes das pulgas adultas, são freqüentes no pó doméstico e fendas de assoalho.
Estes insetos são parasitas temporários que resistem muito tempo ao jejum. Assim, os proprietários dos animais de estimação, no regresso a casa, após período de férias, por exemplo, são por vezes atacados por pulgas famintas. Nota-se também um intervalo entre a morte do cão e do gato de estimação numa residência e o ataque das pulgas aos seus proprietários.
Em cães alérgicos a picada de pulgas as lesões incluem erupções pruriginosas, pápulas, crostas, eritema, seborréia, alopecia, escoriações, piodermites, hiperpigmentação, ocasionando assim a famosa DAPP(alergia à picadas de pulgas). No início as lesões localizam-se principalmente na região posterior dos animais como: lombosacra dorsocaudal, dorso da inserção da cauda, porção caudomedial da coxa, abdomen e flancos.
Animais alérgicos podem apresentar os sinais da doença mesmo sem o dono encontrar nenhuma pulga no animal, pois as vezes somente a pulga picando o animal e não permanecendo nele já é o necessário para desencadear a alergia.
O Ctenocephalides é o único gênero importante no cão e no gato. Ocorrem Ctenocephalides canis e C. felis, porém o C. felis é bem mais disseminada, e em
muitas regiões é a espécie dominante em cães e em gatos, bem como no homem.
Ambas as espécies podem atuar como hospedeiros intermediários do cestóide comum nestes animais domésticos, o Dipylidium caninum.
Atualmente existem muitas medidas profiláticas para o controle. Lembrando que não adianta somente controlar a infestação nos animais, mas também nas áreas em que ele permanece a maior parte do tempo. E também, nem todos os medicamentos anti-pulgas que utilizamos nos nossos animais são capazes de controlar a DAPP, pois muitos desses medicamentos ,para a pulga morrer e não procriar iniciando assim uma infestação, é necessário que a pulga se alimente do sangue do animal para ser contaminada pelo medicamento e morrer. Para saber qual a melhor maneira de controlar e prevenir a doença CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SP vai colocar chips em cerca de 480 mil cães e gatos

Gato para adoção
Meta é aplicar 20 mil chips por mês em gatos e
cachorros (Foto: Divulgação/Secretaria Especial
de Promoção e Defesa dos Animais)
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de São Paulo vai instalar nos próximos dois anos microchips de identificação em 480 mil cães e gatos. A meta é aplicar 20 mil chips por mês. Neles há informações como sexo, idade, histórico de vacinas, dados do proprietário e castração.

Até então, apenas os animais que chegavam ao CCZ recebiam os chips. Segundo a veterinária da instituição Tamara Leite Cortez, o objetivo é manter um controle sobre a população de animais da cidade, estimada em 3 milhões, e evitar a proliferação de doenças como febre maculosa. "Esse controle é importante para verificarmos se nossas ações estão sendo eficazes. Com microchips conseguimos avaliar como estão os animais de determinada região, se a população cresceu, se eles estão doentes", afirma Tamara.

Os primeiros 120 mil chips chegaram em setembro e começaram a ser colocados nos cães e gatos no CCZ neste mês. Agora, para a implantação nos animais fora do centro, a escolha dos locais ainda está sendo definida. "Trabalhamos com o controle de doenças. Se verificarmos que determinada área está com uma doença que precisa ser controlada, vamos lá e aplicamos os equipamentos. Passado um período, voltaremos à região e verificaremos se o problema foi solucionado", explica a veterinária do CCZ.

Segundo Tamara, o microchip também ajuda a prevenir maus-tratos e abandono. "Se um animal é abandonado, o dono pode ser processado por negligência, além de receber uma multa que pode chegar a R$ 500 mil." A identificação de animais roubados - como os 60 yorkshires e malteses levados de um canil em Americanópolis, na Zona Sul de São Paulo, no dia 28 de outubro - também ficaria mais fácil. "Se o animal aparecer em um pet shop e o proprietário verificar o chip, conseguirá saber sua origem e localizar o dono."

Do tamanho de um grão de arroz, o microchip é implantado entre as escápulas (ossos das costas) do animal. O procedimento é simples e indolor. É como se o animal estivesse sendo vacinado. Uma seringa de calibre pequeno introduz o chip sob a pele do animal. Ele dura a vida toda.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/10/sp-vai-colocar-chips-em-cerca-de-480-mil-caes-e-gatos.html

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cães não lambem seus donos por amor, diz pesquisa americana


Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.
Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores -- coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.
Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.
Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.
"Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).
O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro "A cabeça do cachorro" (BestSeller), faz todo sentido, diz.
As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores -- e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.
"Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho", diz a cientista.
Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.
Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.
Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.
"Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho", diz Horowitz.
Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.
O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.
Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a "diagnosticar" a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.
Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem "cães doutores" -- pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos.

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/808658-caes-nao-lambem-seus-donos-por-amor-diz-pesquisa-americana.shtml

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